Mobile & 6G

Anatel libera D2D e Starlink pode conectar celulares sem antena no Brasil

Decisão regulatória abre cobertura por satélite direto em smartphones — e muda o jogo para zonas sem torre de operadora.

A Anatel abriu o caminho regulatório para a tecnologia Direct-to-Device (D2D) no Brasil, autorizando frequências que permitem comunicação direta entre satélites e smartphones — sem antena parabólica instalada. A decisão cria a base para que empresas como a Starlink ofereçam cobertura em regiões onde nenhuma torre de operadora tradicional chega.

Conectividade universal começa quando o sinal independe de torres fincadas no chão.

O que muda — e o que não muda

O D2D não é o fim das operadoras. Em uma primeira fase, deve funcionar como camada complementar de cobertura — útil em emergências ou em áreas remotas, não como substituto do 4G ou 5G urbano. Os dispositivos também precisam ser compatíveis com o padrão, o que exige atualização do lado dos fabricantes de smartphones.

Para o Brasil, com dimensão continental e milhões de habitantes em zonas rurais, ribeirinhas e de fronteira sem acesso a telecomunicações, o potencial é concreto: agricultores, comunidades indígenas, equipes de resgate e motoristas em rodovias isoladas seriam os primeiros beneficiados.

A base regulatória está lançada. O próximo passo é as empresas interessadas apresentarem planos comerciais e os aparelhos incorporarem compatibilidade D2D — movimento que já avança no mercado global. O Brasil entra nessa corrida em momento oportuno.

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Fontes pesquisadas pela nossa IA

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