A computação quântica deu, em junho, dois passos que aproximam a teoria da prática. A Duke University e a IonQ demonstraram emaranhamento tripartite distribuído através de uma rede quântica de três nós, usando qubits atômicos remotos conectados por interconexões fotônicas. É a fundação da computação quântica modular: em vez de um processador gigante, vários nós trabalhando como um só.
Luz no lugar de elétrons
Em paralelo, cientistas criaram um chip minúsculo capaz de gerar, direcionar e ler informação baseada em luz num único dispositivo. A façanha usa materiais atomicamente finos e estruturas em nanoescala para controlar uma propriedade quântica da luz — o grau de liberdade de “vale” (valley). O potencial: acelerar tanto a IA quanto a própria computação quântica.
O futuro do processamento talvez não seja mais elétrico — pode ser feito de luz, montado em peças, como um Lego quântico.
IA calibrando a quântica
A inteligência artificial também entra na máquina: a Aegiq integrou calibração por IA e matemática de redes tensoriais ao seu hardware quântico, automatizando a otimização, reduzindo em 3x o overhead de engenharia e habilitando compressão sem perdas de 10x para simulações de fluidos. A quântica deixa de ser artesanal e começa a se industrializar.