Uma equipe da Dakila Pesquisas percorreu o litoral sul de Peruíbe, em São Paulo, documentando formações, estruturas e relatos de moradores ligados ao Caminho do Peabiru — a rede de trilhas antigas que, segundo o traçado historicamente estudado, se estendia do litoral brasileiro até os Andes.
Dois pontos concentraram a atenção do levantamento. O primeiro é a Pedra da Serpente, com inscrições rupestres em forma serpentiforme. O segundo são as ruínas conhecidas como Castelinho de Peruíbe.
Levantamento é começo, não conclusão
O trabalho é explicitamente de campo: registrar, georreferenciar e ouvir. O material reunido serve de base para expedições futuras e para o esforço mais amplo de mapear o traçado do Peabiru — e é assim que a própria equipe apresenta o resultado, como indício levantado, não como conclusão fechada.
Indício documentado não prova uma tese; ele apenas impede que a pergunta seja arquivada.
O Peabiru é uma das frentes de pesquisa de longo prazo do ecossistema, ao lado dos estudos sobre Ratanaba e dos levantamentos de geoglifos. São linhas que se retroalimentam: cada expedição a um trecho do caminho recoloca os demais no mapa.